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Índice
Cronológico da Legislação Mineral |
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Remissivo da Legislação Mineral |
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II - Considerações Tectono-Estruturais II.1 - Províncias Estruturais De acordo com Dantas (1980), Almeida et al. (1977), considerando a natureza do embasamento e de suas coberturas expostos no território brasileiro na Plataforma Sul-americana, individualizaram 10 (dez) Províncias Estruturais, cada uma caracterizando grandes regiões com feições estratigráficas, tectônicas, metamórficas e magmáticas próprias, havendo, no entanto, entres elas muitas relações de dependências em sua evolução histórica. Situando o Estado de Pernambuco dentro do esquema proposto por aquele autor, observa-se que três províncias se fazem presentes: Província Borborema, Província São Francisco, Província Costeira e Continental Marginal (Figura 3). Figura 3 II.1.1 - Província Borborema Brito Neves (1975) distinguiu dentro desta província 7 (sete) compartimentos tectônicos distintos (Figura 4), denominando-os de: · coberturas sedimentares fanerozóicas; · coberturas sedimentares do Ciclo Brasiliano; · bacias molássicas do Ciclo Brasiliano (ausentes no Estado de Pernambuco); · sistemas de dobramentos; · maciços medianos; · zonas geanticlinais e · áreas remobilizadas do embasamento. Figura 4 No Estado de Pernambuco Brito Neves (1975) individualizou as seguintes unidades tectônicas: · o Maciço Pernambuco/Alagoas; · a Zona Geanticlinal de Teixeira; · os sistemas de dobramentos Riacho do Pontal, Piancó/Alto da Brígida, e Pajeú/Paraíba. Mais recentemente, Gomes et al. (2001), aplicando os conceitos de terrenos e super-terrenos (domínios), estabeleceram para o pré-cambriano pernambucano um esquema tectono-estratigráfico (Figura 5), Figura 5 onde são reconhecidas as seguintes unidades:
Analisando-se os esquemas propostos por Brito Neves (1975) e Gomes et
al.(2001), dá para concluir que as unidades apresentam áreas e posições
aproximadamente iguais, diferindo apenas em pequenos detalhes, tais como:
II.1.1.1 - Terrenos do Domínio da Zona Transversal O Domínio Transversal situa-se entre os Lineamentos Pernambuco (ao sul) e o Lineamento Patos (ao norte) e abrange, segundo Gomes et al. (op. cit.), os terrenos Granjeiro/Ouricuri, Piancó/AltoBrígida, Alto Pajeú, Alto Moxotó e Rio Capibaribe. Estes terrenos encontram-se orientados na direção NE-SW com variações para ENE-WSW e, de um modo geral, têm seus limites balizados por zonas de cisalhamento transcorrentes. Situa-se na extremidade noroeste de Pernambuco, no limite com o Ceará e Piauí, tendo como limite tectônico, ao norte, a Bacia Sedimentar do Araripe e a leste e ao sul o Terreno Piancó/Alto Brígida. Estão presentes na sua área de domínio unidades do Arqueano e do Neoproterozóico/Cambriano e também coberturas cenozóicas (Figura 6 e 8). Figura 6
Figura 8 Localizado na região centro–noroeste, nos limites com os estados da Paraíba e Ceará, encontra-se limitado, tectonicamente, pelo Lineamento Pernambuco, ao sul, pelo Terreno Piancó/AltoBrígida, a oeste e pelo Terreno Alto Pajeú, a leste. No seu conjunto inclui unidades que vão desde o Arqueano até o Cambriano (Figuras 6, 7 e 8). Figura 7 Acha-se localizado na porção centro-norte do estado, tendo como limites o Terreno Piancó/Alto Brígida, a oeste, o Terreno Alto Moxotó, a leste e a sul. Na sua estratigrafia são reconhecidas litotipos datados do Paleoproterozóico a Cambriano (Figuras 6, 7 e 8). Localiza-se na região centro-norte de Pernambuco, se estendendo, a partir daí, na direção SW até a porção centro-sul, onde sofre uma inflexão e um estreitamento em direção à região centro-oeste. Tectonicamente é limitado, ao sul, pelo Lineamento Pernambuco e ao norte e a leste pelos terrenos Alto Pajeú e Rio Capibaribe, respectivamente. Estratigraficamente inclui unidades que vão do Arqueano ao Cambriano, além das coberturas cenozóicas (Figuras 6, 7 e 8). Se desenvolve na porção nordeste do estado, tendo por limite o Lineamento Pernambuco, ao sul, a Bacia Sedimentar Pernambuco Paraíba, a leste e o Terreno Alto Moxotó, a oeste. Inclui, no seu arcabouço estratigráfico, as unidades datadas do Paleoproterozóico ao Cambriano, como também coberturas cenozóicas (Figuras 6, 7 e 8). II.1.1.2 – Terrenos do Domínio Externo O Domínio Externo, localizado ao sul do Lineamento Pernambuco, inclui os terrenos Riacho do Pontal e Pernambuco/Alagoas, estando este último subdividido em dois segmentos : Leste e Oeste. Também conhecido como Batólito Pernambuco/Alagoas (Sobral e Ritcher, in Schaller, 1969), Maciço de Itaíba (Santos,1971), Maciço Pernambuco/Alagoas (Brito Neves, 1975) e Área Cratogênica de Pernambuco (Mello et al., 1977), este terreno se estende, na direção E-W, desde a região litorânea até a região sul do município de Parnamirim, no oeste pernambucano. Na porção leste o seu limite norte é balizado pelo Lineamento Pernambuco ou pelo Batólito Granítico de Caruaru, enquanto que a leste e ao sul tem como limite as unidades sedimentares das bacias costeira e as unidades do Sistema de Dobramento Sergipano, respectivamente. Na sua porção mais a oeste limita-se ao norte com o Lineamento Pernambuco, ao sul com o Craton do São Francisco e a oeste com o Terreno Riacho do Pontal, estando estes limites bem marcados por zonas de cisalhamento transcorrentes. Abriga, no seu interior, unidades lito-estratigraficas datadas do Paleomesozóico ao Cambriano (Figuras 6, 7 e 8). Encontra-se instalado no extremo sudoeste de Pernambuco, na região limítrofe com os estados do Piauí e Bahia, tendo como limite o Terreno Pernambuco/Alagoas, a leste, o Lineamento Pernambuco, ao norte e o Craton do São Francisco, ao sul. Inclui litotipos do Mesoproterozóico ao Cambriano, além das coberturas Cenozóicas (Figuras 7 e 8). II. 1. 2 – Província São Francisco No Estado de Pernambuco as unidades representativas desta província ocorrem restritamente na região de Petrolina, sendo caracterizada, segundo Brito Neves (1975), pela presença de um embasamento migmatítico granitóide, em cujas depressões se depositaram sedimentos clásticos finos, argilosos, siltosos e arenosos, onde podem ser observadas as estruturas sedimentares primárias.Todo este conjunto sedimentar foi reunido sob a denominação de Bacia de Barra Bonita. Segundo Gomes et al. (2001), o Craton do São Francisco se desenvolve no sudoeste de Pernambuco (limite com a Bahia), ocupando uma área bem maior do que aquela sugerida por Brito Neves (1975). Tem como limites: o Terreno Pernambuco/Alagoas, ao norte, o Rio São Francisco, ao sul e o Terreno Riacho do Pontal, a oeste. Na sua estratigrafia são reconhecidas unidades datadas desde o Arqueano até o Cambriano (Figuras 6 e 8). II. 1. 3 – Província Costeira e Continental Marginal Se estende por toda a faixa litorânea nordestina, bordejando a Província Borborema, onde se encontram instaladas as bacias sedimentares de Barreirinhas (Maranhão), Potiguar (Ceará e Rio Grande do Norte), Sergipe-Alagoas e, finalmente, a Faixa Sedimentar Costeira Pernambuco-Paraíba. No Estado da Bahia, sofre uma inflexão para norte, desenvolvendo-se aí as bacias do Recôncavo, Tucano e Jatobá, das quais apenas a última se encontra presente no Estado de Pernambuco. |
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