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PRODUÇÃO E CONSUMO DE ALUMÍNIO NO BRASIL O alumínio é o metal mais abundante na costa terrestre e provavelmente também o mais versátil. Suas características únicas o tornam ideal para inúmeras aplicações na indústria moderna. Apesar disso, esse fantástico metal passou desapercebido para a humanidade até o século XIX, quando foi descoberto e tornado disponível para aplicações práticas. O processo Hall-Peroult, desenvolvido em 1886, segue sendo utilizado até hoje para a produção do alumínio primário. No Brasil, o alumínio começou a ser produzido na década de 50, na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais, através da empresa Elquisa. Dispondo de grande potencial hidráulico para produção de energia elétrica e apreciáveis reservas de bauxita, o país recebeu grandes investimentos para a produção de alumínio primário. Por volta de 1982 a produção nacional passou a superar o consumo e o país tornou-se exportador. Hoje o Brasil produz aproximadamente 1,2 milhões de toneladas anualmente e o consumo interno é da ordem de 700 mil toneladas por ano. As exportações anuais geram aproximadamente US$ 1,5 bilhão de divisas para o país. As aplicações no Brasil são as seguintes, segundo dados correspondentes a 1996 da Associação Brasileira do Alumínio- ABAL: Construção civil: 16,9%; Transportes: 21,1%; Indústria elétrica: 9,3%; Bens de consumo: 13,6%; Embalagens: 24,7%; Máqs.e Equipamentos: 3,9%; Outros: 10,5%. Ainda, segundo a ABAL, as formas em que o alumínio é utilizado em nosso país são as seguintes: Chapas e lâminas = 36,0%; Folhas = 8,2%; Extrudados = 23,0%; Fios e cabos condutores = 5,8%; Fundidos e forjados = 16,0%; Pó = 2,3%; Outros = 8,7% PRODUÇÃO BRASILEIRA DE ALUMÍNIO PRIMÁRIO EM 1996: (Empresa , estado, produção): Albrás - Pará - 340.000 ton; Alcan - Minas Gerais - 44.000 ton; Alcan - Bahia - 49.000 ton; Alcoa - Minas Gerais - 90.000 ton; Alumar - Maranhão - 362.000 ton; CBA - São Paulo - 220.000 ton; Valesul - Rio de Janeiro - 93.000 ton; Total: 1.198.000 ton. Agora que você já sabe um pouco sobre o alumínio no Brasil, pense em como tirar vantagem desse metal em seu produto. Fale com a MINALEX! Nós viabilizaremos a aplicação que você está imaginando.
O SETOR DE EXTRUSÃO NO BRASIL* O alumínio é o metal estrutural mais abundante na crosta terrestre, e portanto a sua intensa utilização é bastante atraente, mormente pelos países possuidores de grandes reservas, como é o caso do Brasil. Este metal permaneceu, todavia, como uma rara e cara curiosidade até 1886, quando descobertas independentes na França e nos EUA, por Heroult e Hall, respectivamente, tomaram viável a extração econômica do alumínio a partir de seu minério. Dadas as suas propriedades físicas e mecânicas, o alumínio vem se tornando um metal que pode ser empregado numa vasta gama de aplicações, desde a construção civil até em sofisticados veículos aeroespaciais. Suas ligas são muitas e as maneiras de processamento delas é bem variado, incluindo laminação, extrusão, forjamento, trefi1ação, fundição, etc. Dentre estes diferentes produtos destacam-se os extrudados, que podem ser produzidos nas mais diversas formas e geometrias complexas tais como perfis, barras e tubos. Dependendo da liga escolhida um produto extrudado pode apresentar a resistência mecânica de um aço liga, porém com uma densidade (significando peso) de aproximadamente 1/3 da do aço, e com excelente resistência a corrosão (bem superior a dos aços). Conjugada a essa excelente combinação de propriedades mecânicas e físicas, está também a sua ótima capacidade para reciclagem. De fato, dentre os metais existentes, o alumínio é o material com maior vocação para a reciclagem, englobando, além dos significativos valores de preservação ambiental, os valores econômicos desta capacidade: economia de 95% de energia em relação às ligas ferrosas, refusão infinita e, depois de reciclado, utilização como matéria-prima para o mesmo produto. Tal conjugação de características torna o alumínio e suas ligas os materiais de maior perspectiva de expansão de produção e utilização dentre todos os outros materiais metálicos (e possivelmente dentre os materiais cerâmicos e poliméricos, também). O Brasil é possuidor de enormes reservas de bauxita, a partir da qual se extrai o metal, sendo, portanto, muito importante utilizá-las estrategicamente visando o desenvolvimento sócio-econômico de nosso país. Segundo os dados disponíveis mais recentes, a indústria brasileira do alumínio ocupou em 1998 o 6º. lugar no ranking dos produtores mundiais de alumínio primário, antecedida pelos EUA, Rússia, Canadá, China e Austrália, com uma produção total de 1.208 mil toneladas. Embora estes números demonstrem uma grande importância relativa do Brasil no mercado internacional do alumínio primário, o consumo per capita registrado no ano de 1998 é comparativamente pequeno, de 4,4 kg/habitante/ano, quando comparado com valores entre 15 e 30 kg/habitante/ano dos paises industrializados. Esta breve análise estatística setorial revela que embora o Brasil já apresente um destacado papel no cenário internacional da indústria de alumínio, ainda assim existe um mercado potencial muito grande a ser explorado pelas indústrias nacionais do setor. Sabe-se que a indústria brasileira do alumínio é altamente capitalizada e lucrativa, sendo portanto grande o interesse na expansão de suas atividades. Tal fato está sendo confirmado nos últimos anos, nos quais a produção nacional vem crescendo sistematicamente. Ao considerarmos o setor de produtos transformados ou semi-acabados, percebe-se, porém, que o Brasil apenas apresenta um desempenho muito modesto. De fato, o mercado de transformados, relativo ao setor de extrusão é o seguinte, segundo valores de 1998: produção total de extrudados de 139,3 mil toneladas; consumo doméstico de 141,6 mil toneladas. Da análise dos dados mostrados acima, vê-se claramente a grande discrepância entre o Brasil produtor de alumínio primário (Al primário significa bauxita e energia elétrica em grande quantidade), e o Brasil produtor de transformados de muito maior valor agregado. Este perfil de produção tem algo a ver com a baixa demanda interna devida a estrutura socioeconômica da sociedade brasileira, mas e também fortemente influenciado pelas políticas impostas pelas grandes empresas as quais pouco tem investido no enobrecimento dos produtos por elas produzidos. *Fonte: Relatório do Programa de Expansão de Alumínio - PEA - 3º. Workshop de 20/09/00
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