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REGULAMENTO DO CÓDIGO DE MINERAÇÃO - CAPÍTULO XVI
Das Sanções e das Nulidades

Art. 99 - O inadimplemento das obrigações decorrentes das autorizações de pesquisa ou das concessões de lavra, tendo em vista a gravidade da infração, implicará nas seguintes sanções:

I - Advertência;

II - Multa;

III - Caducidade.

§ 1º - A aplicação das penalidades de advertência e multa será da competência do D.N.P.M.; a caducidade de autorização de pesquisa, do Ministro das Minas e Energia; e a caducidade da concessão de lavra, do Presidente da República.

§ 2º - A aplicação da penalidade de advertência deve ser precedida de processo administrativo, assegurando-se ao notificado o direito de ampla defesa.
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1 - Redação de acordo com o art 1º, do Decreto nº 88.814, de 04.10.1983.

Art. 100 - Aos infratores de disposições deste Regulamento serão aplicadas multas, obedecidos os seguintes critérios:

1I - inadimplemento das obrigações impostas no item III do artigo 25, nos itens I e II e parágrafo único do artigo 31, bem como no artigo 56 deste Regulamento: multa em quantia correspondente a 5 (cinco) vezes o maior valor de referência estabelecido de acordo com o disposto no artigo 2º, parágrafo único da Lei nº 6.205, de 29 de abril de 1975.

2II - inadimplemento das obrigações impostas no art. 66, e nos ítens I, V, VI e VIII a XVI do art. 54 deste Regulamento: multa de 10 (dez) salários mínimos mensal de maior valor do País;

3III - inadimplemento das obrigações impostas nos itens II, III e IV do art. 54 deste Regulamento: multa de 20 (vinte) salários mínimos mensal de maior valor do País;

4IV - infrigência ao disposto no artigo 97 deste Regulamento, quando anteriormente haja sido advertida a empresa por infração da mesma espécie: multa em quantia correspondente em até 25 (vinte e cinco) vezes o maior valor de referência estabelecido de acordo com o disposto no artigo 2º, parágrafo único da Lei nº 6.205, de 29 de abril de 1975.

5V - prática de lavra ambiciosa (art. 63 e item VII do art. 54 deste Regulamento): multa de 50 (cinqüenta) salários mínimos mensal de maior valor no País;

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1 - Redação de acordo com o art. 1º, do Decreto nº 88.814, de 04.10.1983. O valor em Real está fixado no Anexo I da Portaria nº 400 de 30/09/2008.

2 - O valor em Real está fixado no Anexo I da Portaria nº 400 de 30/09/2008.

3 - O valor em Real está fixado no Anexo I da Portaria nº 400 de 30/09/2008.

4 - Redação de acordo com o art. 1º, do Decreto nº 88.814, de 04.10.1983. O valor em Real está fixado no Anexo I da Portaria nº 400 de 30/09/2008.

5 - O valor em Real está fixado no Anexo I da Portaria nº 400 de 30/09/2008.

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Parágrafo Único - Em caso de reincidência, específica ou genérica, a multa será cobrada em dobro.

Art. 101 - As infrações de que trata o artigo anterior serão apuradas mediante processo administrativo, instaurado por auto de infração, lavrado por funcionário qualificado.

§1º - O auto deverá relatar com clareza a infração, mencionando o nome do infrator, o respectivo título de autorização de pesquisa, de concessão de lavra ou de autorização para funcionar como empresa de mineração e tudo mais que possa esclarecer o processo.

§ 2º - Do auto de infração, que será publicado no Diário Oficial da União, remeter-se-á cópia ao autuado, que terá o prazo de 30 (trinta) dias, contados da publicação, para apresentar defesa.

§ 3° - Findo o prazo, com a juntada da defesa ou informação de não haver sido apresentada, o processo será submetido à apreciação e decisão do Diretor-Geral do D.N.P.M.

§ 4º - O despacho de imposição de multa será publicado no Diário Oficial da União e comunicado, em ofício ao infrator.

§ 5º - O valor da multa, mediante guia fornecida pelo D.N.P.M., será recolhido ao Banco do Brasil S/A, à conta do "Fundo Nacional de Mineração - Parte Disponível", no prazo de 30 ( trinta) dias, contados da data da publicação do despacho referido no parágrafo anterior.

§ 6º - Do despacho de imposição da multa, caberá recurso ao Ministro das Minas e Energia, no prazo de 30 (trinta) dias, contados de sua publicação, desde que, no primeiro decêndio do aludido prazo, o seu valor seja depositado, para garantia de instância e mediante guia especial fornecida pelo D.N.P.M., no Banco do Brasil S/A, à conta do "Fundo Nacional de Mineração - Parte Disponível".

§ 7º - O recurso dará entrada no protocolo do D.N.P.M., e depois de instruído será remetido, com parecer conclusivo do Diretor-Geral, ao Ministro das Minas e Energia.

§ 8º - A multa não recolhida no prazo fixado será cobrada judicialmente, em ação executiva.

Art. 102 - A caducidade da autorização de pesquisa ou da concessão de lavra será declarada desde que verificada qualquer das seguintes infrações:

I - quando o infrator, apesar de advertência ou multa:

a) prosseguir no descumprimento dos prazos de início ou reinício dos trabalhos de pesquisa ou de lavra;

b) prosseguir na prática deliberada dos trabalhos de pesquisa em desacordo com as condições constantes do título de autorização;

II - quando o infrator, embora multado por mais de duas vezes no intervalo de um ano, prosseguir no descumprimento das determinações da fiscalização;

III - prática de lavra ambiciosa ou de extração de substância não compreendida no decreto de lavra, independentemente de advertência ou multa;

IV - caracterização comprovada de abandono ou suspensão definitiva dos trabalhos de pesquisa ou de lavra.

Art. 103 - São anuláveis as autorizações de pesquisa ou as concessões de lavra outorgadas com infringência de dispositivos do Código de Mineração ou deste Regulamento;

§ 1º - A anulação será promovida "ex-officio" nos casos de:

a) imprecisão intencional da definição das áreas de pesquisa ou lavra;

b) inobservância do disposto no item I do art. 25 desde Regulamento.

§ 2º - Nos demais casos e sempre que possível , o D.N.P.M. procurará sanar a deficiência por via de atos de retificação.

§ 3º - A nulidade poderá ser pleiteada judicialmente em ação proposta por qualquer interessado, no prazo de 1 (um) ano, a contar da publicação do alvará de pesquisa ou do decreto de lavra no Diário Oficial da União.

Art. 104 - Em casos de caducidade ou de nulidade da autorização ou concessão, salvo as hipóteses de abandono, o titular não perderá a propriedade dos bens que, a juízo do D.N.P.M. possam ser retirados sem prejudicar o conjunto da mina.

Art. 105 - O processo administrativo de declaração de caducidade ou de nulidade da autorização de pesquisa será instaurado "ex-officio" ou mediante denúncia comprovada.

§ 1º - O titular da autorização será intimado, mediante ofício que lhe será enviado e publicado no Diário Oficial da União, ou por edital, quando se encontrar em lugar incerto e não sabido, a apresentar, no prazo de 60 (sessenta) dias, contados da publicação, defesa contra os motivos argüidos na denúncia ou que tenham dado margem à instauração do processo.

§ 2º Findo o prazo, com a juntada da defesa ou informação de não haver sido apresentada, o processo será submetido à apreciação e decisão do Ministro das Minas e Energia.

§ 3º - Do despacho ministerial declaratório de caducidade ou de nulidade caberá pedido de reconsideração, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da publicação do referido despacho.

§ 4º O pedido de reconsideração , não atendido, será encaminhado, em grau de recurso "ex-officio" ao Presidente da República, no prazo de 30 (trinta) dias, a contar de seu recebimento, dando-se ciência antecipada ao interessado, que poderá aduzir novos elementos de defesa.

Art. 106 - O processo administrativo de caducidade ou de anulação da concessão de lavra, instaurado "ex-officio" ou mediante denúncia comprovada, obedecerá ao disposto no § 1º do artigo anterior.

§ 1° - Concluída a instrução, com a juntada de defesa ou informação de não haver sido apresentada, o Diretor-Geral do D.N.P.M. , encaminhará o processo ao Ministro de Minas e Energia.

§ 2° - Examinadas as peças do processo, especialmente as razões de defesa, o Ministro o encaminhará, com relatório e parecer conclusivo, à Presidência da República.

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